
Envolvi-me em coisas estranhas,
Que se embrenharam em minhas entranhas;
E eu não consegui mais me soltar.
Eu sonhava estar sempre no alto,
Queria chegar com apenas um salto
Mesmo sabendo não ser lá o meu lugar.
Lá no alto onde vivo agora,
Não sou livre como outrora
Nessa prisão onde vivo essa história
Todos querem roubar a minha glória.
Palavras falsas, sorrisos fingidos
Jogos de interesses disputam comigo
Amor rancor inveja e ódio se misturam
E despojados num sorriso se aturam.
São tantas proezas, tantas novidades
Que se esquece de amar de sentir saudades
Ando em carro blindado, moro cercado de muro
Abraço o mundo faço e desfaço pra garantir o futuro
Más a cada dia que passa me sinto, cada vez mais inseguro.
Quanto dinheiro quanto poder quanta riqueza
Só que essa façanha é a outra face da pobreza,
Nesse labirinto de ilusões, me sinto cansado e perdido
Sou mais um pobre que vaga,
Nesse mundo de esquecidos.
