quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Falando com o chefe

Estava eu no dever de minhas atribuições tentando incentivar minha equipe a desenvolver melhor o nosso trabalho: aumentar a produção dar qualidade, ser prestativo sem aumentar custos nem criar empecilhos que por ventura venha a prejudicar a empresa. Esse sempre foi o nosso objetivo desde que assumi a equipe. Trabalhamos anos a fio, muitas vezes em condições precárias, sem veículo sem maquinário sem profissionais especializados e muitas vezes sem credibilidade e sem apoio administrativo. Passamos; tentamos vencer a pressão psicológica, as críticas destrutivas, os invejosos e os oportunistas de plantão como também os incompetentes que ficam de olho esperando uma oportunidade para subir crescer aparecer de maneira fácil nas costas de quem trabalha.

Estávamos em plena atividade, mãos calejadas corpo sujo e suado pelo rigor do trabalho, calças rasgadas e botas empoeiradas; trajes inadequados para um chefe, mas em certas profissões não se pode dar ao luxo do traje a rigor, ou se trabalha ou se desfila. Foi em um desses momentos que eu ouvi de alguém, que o meu superior não estava satisfeito com o meu trabalho. Não o culpo pensei comigo, é tanto interesse, tanta conversa maldosa, é tanta vontade de estar à frente se destacar que o ser humano é capaz de qualquer maldade para alcançar os seus objetivos.

Pus-me diante de meu chefe e revelei aquilo que os maldosos vêem e fingem não estar vendo, tentam ocultar de todas as formas os nossos feitos com gozações, críticas, e sugestões sem lógica denegrindo de maneira vil a imagem e o trabalho árduo de pessoas sérias. Falei sobre mim sobre meu lado pessoal lhe dei um grande conselho, pra ele que se preparava pra ser um grande líder, é preciso ouvir com carinho e cuidado tudo aquilo que não se quer ouvir, pois só ouvir aquilo que se deseja é injusto e perigoso e derruba qualquer carreira, além de praticar injustiças em toda parte onde se atua não confiar em ninguém em hipótese nenhuma a não ser em si mesmo. Pus-me como exemplo: pedi para que olhasse para mim, aquela pessoa humilde de voz baixa feições cansadas roupas simples silencioso prestativo, aquela pessoa que estava ali diante dele na realidade não era eu, eu na realidade sou outra pessoa, sou uma pessoa séria bondosa honesta e capaz. Uso aquela estrutura aquela fisionomia aquela massa corpórea para realizar os meus feitos ajudar as pessoas a trilhar um caminho menos penoso, menos difícil, isso é o que eu tenho feito durante toda minha vida de forma simples intuitiva sem ninguém perceber ou eu exigir algo em troca. Então é preciso muito cuidado ao analisar o perfil de alguém, primeiro é preciso saber enxergá-la por dentro com muita clareza e esquecer os detalhes de fora a parte supérflua, muitas vezes a bela propaganda é enganosa